A internet democratizou o acesso à informação, aos produtos e também interações. Assim, uma agência de marketing digital é o canal que o empreendedor deve escolher para que os consumidores tenham acesso ao seu produto, certo? Sim, mas vai depender da agência: e essa é a verdade que muita gente não quer contar sobre as agências de marketing digital.

É verdade, cada vez mais empresas estão investindo em marketing digital e até mesmo multinacionais como a Adidas estão destinando 100% do seu orçamento publicitário para o marketing digital. Mas por que, então, existe uma verdade oculta na concepção de uma agência de marketing digital (ou, pelo menos, em grande parte delas)?

Quando uma agência de marketing digital não é realmente digital

Uma verdade que pouca gente costuma abordar é a realidade das agências de marketing digital no Brasil. Como você verá em nossa linha do tempo sobre a evolução do marketing digital, muita coisa mudou e continua mudando. Assim, fazer publicidade online não é nem de longe parecido com a publicidade tradicional. Por isso, o que se vê atualmente, é uma série de agências que são como uma versão digitalizada de uma agência tradicional, o que é um grande passo atrás em tudo que a tecnologia e o marketing atuais têm a oferecer.

A grande vantagem do marketing digital e, consequentemente de uma agência de marketing digital, é poder apropriar-se dos números para fazer a diferença e entregar um trabalho que possa ser efetivo e também medido. No entanto, muitas agências ainda insistem no antigo modelo publicitário onde o que importa é apenas o convencimento. Se uma agência não está preparada para lidar e utilizar o BigData, uma infinidade de mídias, técnicas como o Inbound Marketing, SEO, automação de marketing e a utilização e desenvolvimento de tecnologias de informação como tags personalizadas, feed managers, bid managers e etc., ela não é uma uma agência de marketing digital de verdade, ponto final.

A metáfora do livro e a agência de marketing digital

Para entender melhor o porquê dizemos existir agências de marketing digital que não são realmente digitais, podemos utilizar a metáfora do livro.

Atualmente, existem diversas opções para quem gosta de ler: temos os livros físicos, tradicionais e presentes em nossa história a milhares de anos, e também os livros digitais, mais atuais e que oferecem uma infinidade de recursos.

Porém, existem livros que não são completamente digitais: eles são apenas versões digitalizadas de um livro físico. Um livro escaneado e salvo como PDF para ser lido em um leitor não é um livro digital, pois não oferece nenhuma das funcionalidades que um ePub pode oferecer (pesquisa dentro do índice, tradução de palavras, busca por sinônimos, marcação, pesquisa externa, aumento da fonte, de caracteres por página, etc.). A metáfora reside no fato de esse livro poder ser lido em um eReader, por exemplo, mas não ter nem de longe a mesma eficácia. Na verdade, tente ler um livro em PDF num leitor e eBooks e compare as experiências: o mesmo acontece com o marketing digital.

Quando uma agência começa a atuar online, mas mantém o mesmo mindset e tecnologias precárias, ela não passa a ser automaticamente uma agência de marketing digital: ela será apenas uma versão digitalizada daquela agência de publicidade de anos atrás, ficando muito aquém do que poderia entregar se fosse realmente uma agência pensada para atuar especificamente com o marketing digital.

Numa agência de marketing digital, os números não mentem nunca

O principal trunfo de uma agência de marketing digital é o apoio dos números e dos dados. Com eles dá para ser imensamente mais efetivo quando comparado ao marketing tradicional. Esses números, que chamamos de métricas, nos ajudam a desde atingir públicos específicos e complexamente segmentados até analisar minuciosamente os comportamentos de cada usuário para formatar as melhores campanhas. O resultado é sempre medido e, com ajuda de fórmulas matemáticas e estatísticas, é possível ir muito além da intuição e da criatividade, acertando sempre e não apenas de vez em quando. Isso garante não apenas o bom uso do dinheiro do cliente, mas também um Retorno Sobre Investimento (ROI) vantajoso sempre.

O número de oportunidades e ferramentas é tanto que passaram a existir até mesmo especializações dentro do marketing digital e isso ajuda a definir se uma agência de marketing digital é realmente completa. Mostramos algumas delas:

Marketing de Performance e o Matemarketing

O boom do mercado digital e todo seu dinamismo, talvez tenha sido o fator que mais influenciou a evolução do marketing. Por outro lado, a consistência de resultados que estratégias pautadas na análise dos dados entrega também é outro fator que mostra o porquê do surgimento dos conceitos de Matemarketing (junção de matemática + marketing) e Marketing de Performance mostra o que é realmente importante para uma agência de marketing digital atualmente: entregar resultados.

Assim, colocando de maneira simples, se não dá para medir, não dá para fazer uma previsão matemática e garantir uma certa segurança do investimento em novas campanhas, não é marketing digital. Se a agência não é capaz de fazer isso, ela não é uma agência de marketing digital.

Para conhecer mais a fundo o Matemarketing, leia o artigo completo aqui!

Smarketing

O Smarketing (do inglês sales + marketing, ou vendas + marketing) é a união que movimenta, dá perspectivas e traz crescimento e receita para uma empresa. Seu conceito é a integração dos dois setores, focando o mesmo alvo.

Por isso, mesmo que ambos os lados tenham metas distintas a serem alcançadas, sem sua harmonia final, fica difícil sobreviver num mercado tão competitivo.

Marketing de Influência

Até mesmo uma área que pertencia unicamente a Televisão está migrando – e com muita força – para o digital. O marketing de influência não é novo. Anúncios televisivos são seu principal expoente, trazendo geralmente atores e jogadores de futebol como protagonistas. Porém, com o surgimento das web celebrities (os influencers), e através de agências de marketing digital, agora é possível investir no marketing de influência sem precisar gastar milhões e ainda por cima calcular o ROI de suas campanhas.

Definindo de maneira sucinta, o marketing de influência busca engajar o público com alguma marca, produto ou serviço através de pessoas influentes (autoridades no assunto e celebridades, por exemplo). Para fazer isso, essas pessoas influentes compartilham e/ou indicam algum conteúdo, marca ou produto de uma empresa. Isso já é realidade e uma agência de marketing digital tem que atuar neste segmento.

Leia nosso artigo completo sobre marketing de influência e conheça mais sobre o conceito.

Agência de marketing digital: Inbound x Outbound

Outro ponto importante que costuma ser pouco abordado quando falamos de uma agência de marketing digital é se ela trabalha com Inbound e Outbound. Para máxima integração e também melhor eficácia nas estratégias digitais, o ideal é que a agência de marketing digital trabalhe nas duas frentes, oferecendo a expertise necessária para cada uma delas, mas também atuando com inteligência nos benefícios que uma pode trazer à outra.

Outbound Marketing

Em termos gerais, o Outbound Marketing é o método de chegar aos consumidores. Nisso se enquadram a maioria das mídias pagas, ou seja, aquela em que você tem que pagar para aparecer. No marketing tradicional, esses canais se resumem à TV, Rádio, Outdoors, Flyers, etc. Já para uma agência de marketing digital as opções são muito maiores, assim como o potencial de resultados. Vamos abordar de maneira breve alguns dos principais canais do marketing digital:

AdWords

A mídia mais conhecida talvez seja o AdWords, do Google. Por disponibilizar espaços na maior plataforma de buscas do planeta, a relevância e os resultados são muito bons. A gama de produtos oferecidos aos anunciantes hoje em dia é bastante grande, por isso, existem vários tipos de anúncios como os Links Patrocinados, Google Shopping, GDN, YouTube, Display, etc. Assim, existem muitas opções a serem trabalhadas por uma agência de marketing digital somente no Google.

Facebook Ads

Outra mídia bastante conhecida é o Facebook Ads. A grande vantagem do Facebook em relação ao Google, por exemplo, é a quantidade de segmentações possíveis, justamente pelo número de informações (como interesses, páginas curtidas, assuntos que mais gosta, etc.) que a rede social tem de seus usuários. Assista o vídeo abaixo e aprenda tudo sobre essa mídia, que já é obrigatória para qualquer agência de marketing digital.

Bing Ads

O Bing é a alternativa da Microsoft ao Google. Além de ser uma opção de mecanismo de busca, o Bing também tem sua rede de anúncios que, ainda que obtenha apenas uma pequena parcela do que as buscas no Google representam, está se tornando cada vez mais importantes por um simples motivo: o Bing é a ferramenta padrão para dispositivos Windows, o que gera resultados interessantes. Afinal, a grande maioria das pessoas utiliza o sistema operacional da Microsoft. Porém, nem toda agência de marketing digital trabalha com essa mídia.

LinkedIn Ads

O LinkedIn também tem sua ferramenta de anúncios. A vantagem aqui vai depender do segmento de cada negócio. Por exemplo, empresas B2B ou até mesmo do setor educacional têm grande interesse nessa mídia, pois é a maneira mais fácil de impactar os decisores de grandes empresas (B2B) ou conseguir vender cursos de especialização profissional, no caso do setor educacional. No entanto, como acontece com o Bing, nem toda agência de marketing digital atua com essa mídia.

Afiliados e Comparadores

Outras mídias são os afiliados e comparadores. Os afiliados funcionam como um referenciamento para levar tráfego e conversões para seu site. Já os comparadores atuam com estratégias pautadas nas buscas dentro de suas próprias plataformas, que podem variar muito.

Se quiser saber mais sobre como funciona e também como definimos os orçamentos para cada mídia, leia este artigo. O uso dessas mídias vai depender muito do perfil de agência de marketing digital.

Outras mídias digitais

Também existem diversas outras mídias no mercado digital das quais qualquer agência de marketing digital pode se aproveitar. Algumas delas trabalham, por exemplo, com conteúdo, como Taboola e Outbrain. Também existem mídias dentro dos marketplaces, como o B2W Ads.

Inbound Marketing

Já o Inbound Marketing trabalha com o conceito oposto do Outbound: ele faz os clientes chegarem até você, não você chegar até os clientes. Para isso, existe uma série de estratégias que funcionam como uma troca, dando conteúdo de valor para que busca uma informação na web, levando o usuário até uma empresa, marca ou produto. Por isso é tão importante que uma agência de marketing digital trabalhe com as duas estratégias.

SEO (Search Engine Optimization)

O SEO é uma das principais estratégias nesse sentido. Por trabalhar apenas com os resultados de busca orgânicos, o Inbound Marketing traz uma série de otimizações off e on page para que o usuário chegue mais fácil até você quando buscando uma informação. Temos uma série de materiais explicando passo-a-passo como é e como fazer SEO, mas recomendamos começar por esse: Descubra em apenas 5 minutos como está o SEO do seu site.

Marketing de Conteúdo

O Marketing de Conteúdo entra como parte da estratégia de Inbound. Afinal, a busca em mecanismos como o Google é feita através de texto. Por isso, o Marketing de Conteúdo oferece conteúdos ricos para nutrir um potencial cliente e fazer com que ele chegue até você, mas sempre pensando em oportunidades de ranqueamento e volume de busca. Mais uma vez: nem toda agência de marketing digital trabalha com o Content Marketing, mas deveria.

E-mail marketing

Com o aprimoramento constante da tecnologia, surgem cada vez mais canais de comunicação que podem ajudar as empresas a entrar em contato com seu público. Porém, no meio digital, os progressos também valem para aqueles mecanismos que já existem há mais tempo, como o e-mail. Este canal possui um método de comunicação bastante específico e mecanismos que precisam ser bem empregados para gerar conversão. Segmentações minuciosas e táticas para evitar o abandono de carrinho, juntamente com a nutrição de leads, são o ponto alto dessa estratégia. É bastante improvável que uma agência de marketing digital não trabalhe com esta estratégia.

A evolução do marketing e do conceito de agência de marketing digital

O termo “Marketing Digital” foi usado pela primeira vez em 1990, mesmo ano em que o Archie, primeiro motor de buscas da web foi lançado. Isso não foi coincidência: mesmo numa época em que a internet – e principalmente a experiência do usuário – eram tão precárias, seu uso já era vislumbrado como promissor para o marketing e para fazer negócios. Pode-se dizer que a ideia de uma agência de marketing digital possa ter começado aí.

Mas a história do marketing e das agências de marketing digital começaria a desenrolar muito mais adiante. Em 1993 surgiu o primeiro Ad em forma de banner clicável e, daí em diante, as coisas evoluíram depressa. Que tal uma pequena linha do tempo para entendermos melhor como o conceito de agência de marketing digital mudou com o passar dos anos?

Como era uma agência de marketing digital entre 1994 e 1998?

Não era. Nessa época, as agências de marketing continuavam sendo as mesmas de publicidade tradicional e o conceito de agência de marketing digital talvez até passasse pela cabeça dos players do mercado naquele momento, mas como algo para o futuro.

  • 1994 registrou a primeira compra em um e-commerce (Netmarket) e também o lançamento do Yahoo.
  • Já em 1996 começaram a surgir novos motores de busca e algoritmos mais avançados, como o HotBot, LookSmart e Alexa.
  • No ano seguinte, 1997, veio a primeira rede social, o SixDregrees.com.
  • Porém, os marcos mais importantes desse período vieram em 1998: nasce o Google, Microsoft lança o MSN e o Yahoo lança seu motor de busca, que permaneceria como o standard durante muitos anos, abrindo as portas para o marketing digital como negócio, por assim dizer.

Como era uma agência de marketing digital entre 2000 e 2005?

A partir de 2000 começou o boom da internet. Cada vez mais as pessoas a utilizavam em seu dia a dia. A experiência do usuário, se ainda não era uma maravilha, já era significantemente melhor do que há 10 anos e permitia cada vez mais interações. Ter uma agência de marketing digital já não parecia algo assim tão distante.

  • 2000: acontece o boom da internet, devido grande parte a computadores e sistemas operacionais mais acessíveis tanto financeiramente como na facilidade de uso.
  • 2001: primeira campanha de marketing digital mobile feita pela Universal Music.
  • 2002: o LinkedIn é lançado.
  • 2003: WordPress e MySpace são lançados no mercado.
  • 2004: Gmail é lançado, Google abre capital público e nasce o Facebook.
  • 2005: o YouTube é lançado.

Como era uma agência de marketing digital entre 2006 e 2010?

Nesse período a internet já tomava a forma como a conhecemos hoje: vasta, cada vez mais “populosa”, mas também simples de usar. Com e-commerces faturando alto nessa época, uma agência de marketing digital não era coisa de outro mundo. No entanto, elas eram praticamente iguais às agências de anos anteriores.

  • 2006: a Microsoft lança o MS Live Search, é lançado o Twitter e a Amazon registra um faturamento de US$10 bilhões.
  • 2007: lançamento do Tumblr, do primeiro serviço de web streaming (Hulu) e também do iPhone.
  • 2008: lançamento do Spotify e a China ultrapassa os EUA em número de usuários online.
  • 2009: Google lança o Instant (que completa com os resultados de pesquisa no momento da digitação).
  • 2010: WhatsApp e Google Buzz são lançados.

Como era uma agência de marketing digital entre 2011 e 2016?

Podemos dizer que esse recorte da nossa linha do tempo talvez seja o mais representativo, pois é o mais atual. Agora existem inúmeras agências de marketing digital, certo? Não: na verdade, ainda existem inúmeras agências que são apenas versões digitalizadas de agências de publicidade tradicional. De digitais elas têm apenas a atuação, mas as práticas e metodologias permaneceram fossilizadas e precisam ser atualizadas urgentemente para que possam ser consideradas como uma agência de marketing digital de verdade.

  • 2011: lançamento do Google Plus e Panda; a audiência da TV é ultrapassada pela primeira vez na história pela internet.
  • 2012: redes sociais faturam 64% mais e o Google Knowledge Graph é lançado.
  • 2013: Yahoo compra o Tumblr.
  • 2014: mobile ultrapassa o desktop em uso, Facebook Mensseger e Ads no LinkedIn são uma realidade e Facebook compra o WhatsApp.
  • 2015: Snapchat lança o Discover e as funções patrocinadas no app.
  • 2016: wereable tech e ads e o boom do omnichannel.

Existem agências de marketing digital só no nome, mas ninguém vai te contar isso

Sim, como você pode ver, para ser uma agência de marketing digital é preciso ir muito além do “estar na internet”. Quanto mais uma agência se aproxima do mindset analítico e do uso pesado de dados para definir e otimizar suas estratégias, mais ela pode ser considerada uma agência de marketing digital.

Tenha sempre isso em mente na hora de escolher sua agência. Afinal, o mundo muda depressa e uma morte digital pode ser o fim de qualquer negócio.