Você já deve ter notado que o número de startups crescendo no mercado tem aumentado muito nos últimos anos. Ao contrário do que muitos pensam, esse resultado não é mérito apenas de grandes investimentos e nem de um modelo de crescimento fixo. A ascensão das startups vem, principalmente, da estratégia de Growth Hacking.

O termo Growth Hacking foi usado pela primeira vez por Sean Ellis, em 2010. Ellis, à época, foi o responsável por melhorar incrivelmente o crescimento de diversas startups, como o Dropbox. Porém, sempre que deixava um cargo, Sean tinha dificuldades em encontrar um substituto que conseguisse manter o crescimento acelerado da empresa.

Foi por isso que, buscando por profissionais que conseguissem suprir as necessidades das startups, criou o termo Growth Hacking. Os profissionais de Marketing muitas vezes acreditam que a preocupação deve ser apenas com conversões, orçamentos e dados, mas a verdadeira métrica para empresas dessa categoria deve ser o crescimento.

Como as startups dependem muito de seu crescimento acelerado para sobreviver, é essencial que os profissionais coloquem aí o seu foco, utilizando meios criativos, de baixo custo e inovadores para alcançá-lo, lembrando sempre, é claro, de manter o olhar analítico.

Então, quem pode ser um Growth Hacker? Simples, todo profissional que tiver como foco o crescimento, seja ele um engenheiro, estatístico ou profissional do Marketing.

Como o Growth Hacking funciona?

As empresas iniciantes não têm um grande orçamento para investir em Marketing, você raramente irá encontrar marcas novas exibindo anúncios durante o horário nobre ou clássicos do futebol. O que elas precisam é de meios baratos e efetivos de promover seus produtos.

Vamos considerar o Uber, serviço semelhante aos táxis, mas que conta com pessoas comuns levando outras pessoas de um local para o outro. O diferencial aqui é o aplicativo, que proporciona avaliações, pagamento online e a criação de um perfil completo para o motorista e passageiro.

Além disso, seu serviço é escalável, ou seja, sempre que um novo usuário se cadastra, a experiência de todos melhora. Se o seu amigo chega a um local e você pergunta como ele veio, ele simplesmente responde: “peguei um Uber”. O aplicativo apenas oferece o serviço, o resto, os próprios usuários é que fazem.

Um outro exemplo de estratégia bem sucedida de Growth Hacking é o Dropbox. O aplicativo oferece 500MB gratuitamente para todo usuário que indicá-lo a um amigo. Essa estratégia permitiu ao aplicativo de nuvem que aumentasse seus usuários de 100 mil para 4 milhões em 15 meses.

Usuários do Dropbox

O importante, tanto para o Dropbox quando para o Uber, foi encontrar uma forma de atender os consumidores da melhor forma possível e promover o seu produto sem grandes custos, visando o crescimento como métrica principal.

Sua empresa também pode usar o Growth Hacking

Se o seu time tem um perfil analítico e criativo, não deixe a oportunidade passar, aposte em novidades que possam promover sua empresa fugindo do tradicional. Separamos algumas dicas que podem te ajudar a começar:

Tenha o produto certo

Tentar promover e vender um produto que não é procurado é provavelmente um dos maiores erros que você pode cometer. Se as suas vendas estão baixas e o feedback dos consumidores está negativo, é sinal de que algo não está certo.

Realize sempre pesquisas de interesse e satisfação com os seus clientes, principalmente antes de lançar o seu produto. Sabendo exatamente o que eles querem e precisam, você será capaz de desenvolver um produto melhor e mais desejado.

Não é à toa que a análise de opiniões e feedbacks é uma das principais estratégias de Growth Hacking utilizadas atualmente. Antes de gastar todo o seu orçamento em em algo pré moldado, gaste um pouco mais de tempo para perguntar e prever possíveis ajustes futuros no produto.

Não tire os olhos do seu público

Sabe aquela história de promover o seu produto para o maior número possível de pessoas? É um outro grande erro.

Para garantir que os gastos da sua empresa com publicidade estejam trazendo retorno, é necessário conhecer bem o seu público. Aqui não estamos falando de escolher o público ideal e focar nele, muito pelo contrário. Analise quem são os compradores reais, quais são os seus hábitos, dores e interesses. Então, ofereça os melhores produtos e condições.

Segmentar os públicos também é uma boa jogada para conseguir aparecer no lugar certo e na hora certa. Segmente campanhas de produtos diferentes para públicos que tenham interesses diferentes.

A criatividade é a chave

Você consegue se lembrar de alguma campanha marcante de marketing? Com certeza sim. As estratégias mais criativas e inovadoras são as que trazem os melhores e mais duradouros resultados, como é o caso da propaganda da Nissan com os pôneis, que viralizou por todo o Brasil, ou ainda a campanha da Parmalat com crianças vestidas de filhotes de animais, conhecida até hoje.

Não deixe de apostar nas novas ideias e propostas que surgirem, desde que sejam boas e alinhadas com o seu público. Pensar fora da caixa pode ser a grande oportunidade de conseguir atingir os consumidores de uma maneira diferenciada e que os surpreenda.

As definições do que é Growth Hacking são muitas, assim como as estratégias aplicadas, mas uma coisa é certeza: definindo o crescimento como meta principal e abrindo as portas para novas ideias, seu negócio tem apenas a ganhar. Ficou com alguma dúvida sobre Growth Hacking? Deixe nos comentários abaixo!