A segunda versão do Core Web Vitals vem aí e a Raccoon te ajudará a entender melhor essa importante mudança que acontecerá em breve!

Há tempos que o Google utiliza a experiência do usuário como um dos fatores decisivos de um bom posicionamento orgânico dos sites. Afinal, quanto mais tempo uma página demorar para carregar, maior será a evasão dos usuários!

Fato que confirma este cenário é uma pesquisa que foi conduzida pelo Google, em que 53% das visitas são abandonadas quando uma página leva mais de 3 segundos para carregar, e a cada segundo de demora, esta taxa de rejeição aumenta em 20%.

Por isso, nos últimos anos o Google vem realizando uma série de mudanças nas boas práticas referentes à experiência do usuário, quase que “obrigando” os proprietários dos sites a oferecer uma navegação rápida e de qualidade aos internautas.

E uma dessas mudanças é justamente o Core Web Vitals, portanto, se você ainda não está muito familiarizado com o assunto, acompanhe este artigo e fique por dentro de tudo que acontecerá nos próximos meses!

Entendendo o que é Core Web Vitals

Core Web Vitals é um conjunto de métricas que fornecem indícios de otimização, da qualidade e do desempenho de um site – fatores estes que estão intimamente ligados à posição dos sites nas páginas de busca.

A iniciativa Web Vitals partiu do próprio Google em maio de 2020, tinha como principal objetivo fornecer informações unificadas e essenciais sobre os sinais de qualidade levados em consideração pelos mecanismos de busca. 

Com essas informações em mãos, os proprietários de sites e desenvolvedores não precisam ser grandes especialistas no assunto para compreender a qualidade da experiência do usuário e a performance de um site. 

De forma geral, o Web Vitals surgiu para simplificar o cenário de análises de desempenho e oferecer as recomendações mais vitais a respeito da qualidade de uma página web.

E ao longo dos meses a iniciativa trouxe resultados positivos, devido a isso, ganhou uma nova versão com atualizações importantes – O segundo modelo de Core Web Vitals! Este que estava previsto para entrar em vigor em maio de 2021, mas foi adiado por algumas semanas.

Quais métricas compõem o Core Web Vitals?

As principais métricas que fazem parte do Web Vitals envolvem três aspectos da experiência do usuário, sendo eles: carregamento, interatividade e estabilidade visual. A partir disso, é gerada uma pontuação específica para o site de acordo com estes indicadores.

Confira abaixo de maneira mais aprofundada sobre cada uma dessas três métricas!

Largest Contentful Paint (LCP):

O Largest Contentful Paint (LCP) de uma página é o intervalo de tempo existente entre o início do carregamento do primeiro elemento de uma página, até o último, momento em que tudo deve estar renderizado. 

Ficou complicado de entender? Imagine o seguinte, ao acessar um conteúdo do blog da Raccoon, o primeiro elemento que apareceu na sua tela foi o título (um bloco de texto), já o último elemento que se encontra no final deste conteúdo é uma imagem. 

A LCP é o resultado do tempo de carregamento do título até a imagem completamente renderizada! Isso pode levar 1, 3 ou até mesmo 8 segundos. 

Mas para fornecer uma boa experiência aos usuários, os sites devem otimizar seus elementos para garantir que o carregamento completo aconteça nos primeiros 2,5 segundo.

Entre 2,5 e 4 segundos de carregamento, a página precisa de melhoria, e se mais de 4 segundos for necessário para a renderização completa, o site pode ser penalizado.

Recomendações de LCP.

First Input Delay (FID):

O First Input Delay é medido através da quantidade de tempo que uma página leva para ficar totalmente pronta para o uso. Em outras palavras, seria o tempo em que a página demora para responder aos cliques.

Além disso, o FID quantifica a experiência que os usuários obtêm ao tentar interagir com os componentes da pageview em questão.

Para fornecer uma boa experiência de uso, os sites devem se esforçar para ter no máximo, 100 milésimos de atraso entre o clique e o carregamento total. 

Recomendações de FID.

Cumulative Layout Shift (CLS):

O CLS mede a estabilidade visual de uma página e a frequência que os usuários experimentam ou interagem com as mudanças de um layout de um site.

A pontuação é calculada quando um elemento que está visível em uma página, se altera entre dois quadros e renderiza, prejudicando assim a experiência das pessoas.

Ficou confuso? Acesse o link e confira um exemplo prático de CLS.

Recomendações de CLS.

Para fornecer uma boa experiência ao usuário, os sites devem se esforçar para ter uma pontuação CLS menor que 0,1.

Além dessas 3 principais métricas, vale ressaltar que o Google utilizará como complemento para medir a qualidade da experiência, outros indicadores já existentes e importantes, como:

  • Compatibilidade com dispositivos móveis: site adaptado para o uso de celulares e que oferece os conteúdos da mesma forma que o desktop. Você pode conferir se seu site é mobile fridly clicando aqui. 
  • Navegação segura: garantia de que a navegação do usuário dentro do seu site corresponde às boas práticas de segurança, incluindo as novas regras de LGPD. O status de navegação segura pode ser gerado através deste relatório.
  • HTTPS Secure: é uma forma de proteger os dados dos usuários do seu site. Ter um site HTTPS garante que dados sensíveis não sejam vazados, por exemplo. 
  • Diretrizes para anúncios intersticiais intrusivos: regras que permitem uma melhor usabilidade de aplicativos. Confira mais sobre o assunto através deste material.

Quando se preparar para o Web Core Vitals

Sem dúvidas, quanto mais cedo melhor! Ainda mais levando em consideração que a nova versão das Core Vitals foi adiada para entrar em vigor a partir da metade de junho de 2020.

Com isso, ainda há tempo para modificar questões estruturais do seu site, principalmente, as que se refere a velocidade de carregamento das páginas, versão mobile (AMP) e a versão segura (HTTPS).

Não que essas sejam as principais, porém, são as mais básicas e devem estar otimizadas ao máximo para garantir uma boa experiência de uso. 

Como se preparar para a mudança 

Desde o anúncio das métricas focadas em experiência de uso, o Google, promoveu uma mudança radical em diversas ferramentas de apoio. Tudo para induzir ao máximo a atenção de profissionais de SEO e desenvolvedores a respeito das Web Vitals. 

Por isso, ferramentas que irão te ajudar a identificar os pontos de melhorias é o que não falta nessa jornada! Separamos abaixo 3 plataformas que podem ser de extrema ajuda nesse processo rumo à otimização. Confira!

Google PageSpeed

O PageSpeed é uma ferramenta que te ajudará a compreender como está o andamento das métricas de Web Core Vitals (LCP, CLS e FID), considerando usuários reais do próprio Chrome. 

Além disso, a plataforma disponibiliza diversas sugestões de otimizações e melhorias, de acordo com o resultado das métricas. Sendo um ótimo meio de produzir relatórios completos e confiáveis, já que a fonte dos dados é o próprio Google, espaço onde seu domínio reside.

WebPageTest

O WebPageTest é uma ferramenta de performance que análise diversas métricas de carregamento, renderização e segurança dos sites da web. 

Nesta ferramenta é possível realizar testes em diferentes web browsers e também em dispositivos mobile, com focos em vários modelos de conexão, como: banda larga, 3G, 4G, 5G, etc. Assim como o PageSpeed, o PageTest é uma ótima plataforma para um diagnóstico profundo e qualificado.

Google Search Console

O Search Console é mais uma ferramenta do próprio Google que, através de dados reais, fornece informações sobre a performance de todas as páginas do seu site. 

O relatório de Web Core Vitals em questão, é baseado nas três principais métricas chaves: LCP, FID e CLS. A partir delas, as URLs aparecem conforme recebem o mínimo de dados necessários para o relatório e seu status se baseia, por definição, na métrica em que tem pior performance.

Além disso, a plataforma também disponibiliza diversos relatórios voltados para outras análises de SEO.

Vale ressaltar que são ferramentas gratuitas, isso permite que todos os sites, desde os menores até os maiores, tenham visibilidade de seus respectivos desempenhos e do que precisa ser feito para melhorá-los, caso necessário. 

Não se esqueça dos dispositivos móveis!

Otimize seu site para smartphones e tablets.

Por último, mas não menos importante – não se esqueça de dar atenção para a performance do seu site em dispositivos móveis também.

Em AMP, sigla para Accelereted Mobile Pages (páginas aceleradas para dispositivos móveis), todos os componentes e o tempo de execução devem ser desenvolvidos e implementados de forma altamente otimizada.

Isso pode ajudar a melhorar métricas de Web Vitals, já que confere maior velocidade ao site. O AMP usa um sistema de layout estático que pode melhorar o CLS, por exemplo.

Essas ações de melhoria vai ao encontro do projeto AMP do Google, o qual busca garantir que a web funcione melhor e mais rápido para todos, em qualquer tipo de dispositivo.

Além disso, AMP também é content first, o que é ótimo para experiência do usuário. Afinal, os anúncios carregam mais rápido, evitando shifts de layout, e recursos só são carregados se tiverem alta probabilidade de realmente serem vistos pelo usuário.


Agora que você já sabe tudo sobre Core Web Vitals é hora de dar aquele check na performance do seu site! Garanta que as páginas estejam atingindo o mínimo necessário nas pontuações de LCP, CLS e FID.

Lembre-se de que garantir uma boa experiência ao usuário vai ser um fator-chave para conquistar as posições de destaque nos resultados do Google!

Escrito por:

Gabriel Macedo Ribeiro

Especialista de Conteúdo na Raccoon, tetracampeã do prêmio de Melhor Agência de Marketing de Performance do Brasil pela ABComm (2015, 2016, 2017 e 2018) e melhor da América Latina no Google Premier Partner Awards.

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