A análise dos dados do seu site é essencial para você ficar por dentro da performance dele. Sem isso, não dá para saber o quão próximo você está dos seus objetivos. É por isso que o post de hoje é tão importante.

Partindo dos dados, é possível acessar uma série de números que ajudam a montar um registro sobre o comportamento dos usuários no seu site, quais partes do conteúdo são mais acessadas e, por fim, como andam as reações negativas às suas páginas. Um exemplo desse último grupo de indicadores é a taxa de rejeição em sites. Você costuma ficar de olho nela?

A taxa de rejeição (ou bounce rate) é o percentual de visitantes do seu site que optaram por não navegar pelo resto dele, fechando a janela ou a aba após abrir a primeira página por onde entraram. Em geral, é uma métrica que serve de alerta para as empresas tornarem seu conteúdo mais interessante ou melhorarem outros aspectos do site que afetam diretamente essa métrica, com o intuito de estimular mais acessos.

Quer saber como fazer isso? Veja como diminuir a taxa de rejeição e melhorar os seus resultados:

Analise o tráfego de entrada

Antes de mais nada, é preciso entender que a taxa de rejeição, no Google Analytics, é a porcentagem de visitas com apenas uma única interação no site. Os pageviews são a segunda interação mais comum – e mais esperada –, mas existem muitos tipos de interações (events, transactions, etc.) que vão afetar a taxa de rejeição. Por isso, entender sua persona e seu público alvo vai te ajudar e descobrir o que mais agrada o visitante do seu site.

Se a taxa de rejeição do site está alta, pode ser porque o público errado está indo parar no seu conteúdo. Observe os dados para saber de onde essas pessoas estão vindo e se a taxa de rejeição está ligada à desconexão entre o tráfego e a persona do seu negócio. Por exemplo, elas vêm de algum anúncio em rede social ou no Google? A taxa de rejeição é a mesma para quem vem dessas duas mídias?

Taxa de rejeição em sites: saiba o que é e como melhorar os seus resultados – bounce rate

Para ajudar a entender melhor como analisar a taxa de rejeição em seu site, é possível definir faixas saudáveis para uma verificação. Segundo o GoRocketFuel, uma boa regra seria:

  • 26% a 40%: excelente;
  • 41% a 55%: bom;
  • 56% a 70%: regular;
  • 70% ou mais: ruim – exceto para blogs, notícias, eventos, etc.

Melhore a usabilidade

Se o seu usuário tem uma boa experiência ao acessar o site, certamente vai passar mais tempo nele. Para diminuir a taxa de rejeição, use um layout limpo, com espaçamento adequado e sem excessos visuais. Na versão mobile, certifique-se de não incluir muitos recursos que possam dificultar o acesso, como pop ups ou barras de rolagem.

Na prática, você pode seguir 4 passos para melhorar a usabilidade do site:

1. Deixe a navegação clara

Se os usuários não conseguem encontrar facilmente o que procuram, eles irão deixar o site o mais rápido que conseguirem. A navegação deve ser clara e precisa, por isso, evite também drop-down hover menus nas versões mobile.

2. Faça CTA’s bem definidos e nas posições certas

Deixar o usuário confuso sobre o que fazer na página não é um bom negócio. Crie CTA’s grandes e claros, capazes de guiá-los para os próximas seções ou ações que você espera dele na página.

3. Evite imagens pesadas

Imagens muito grandes afetam diretamente o tempo de carregamento da página, fazendo o visitante ir embora, especialmente no mobile. Então preste atenção nesse fator.

4. Cheque a tipografia em cada dispositivo

O que é bom no desktop pode não ser bom no mobile. O principal ponto de falha é, talvez, também o mais ignorado: a tipografia. Algumas fontes não performam bem nas versões mobile, pois a proporção pode acabar dificultando a leitura. Se necessário, use diferentes fontes para cada versão do site para garantir clareza nos textos e facilidade na leitura.

Acelere o carregamento

Ninguém tem paciência de esperar um site lento carregar completamente antes de desistir e buscar uma alternativa entre os resultados do Google. Quanto menos otimizado for seu site, com imagens pesadas, problemas na estrutura e servidor que afetem a velocidade de carregamento, maiores as chances dos usuários o abandonarem.

A velocidade de carregamento não é apenas um teste de paciência para o usuário, é também um dos fatores que causam mais perca de dinheiro na web. Para se ter uma ideia do impacto da velocidade de carregamento do site em seu faturamento, o custo médio de uma página com carregamento ruim é de R$67 a R$256 por visitante!

Use somente recursos essenciais e otimize as configurações das suas páginas para que carreguem rapidamente. Isso não quer dizer que você não deva inovar e apostar em elementos visuais de destaque em favor da velocidade de carregamento, não. O que você deve fazer é utilizar com sabedoria estes recursos e apostar no que há de mais novo no mercado para garantir um boa velocidade de carregamento.

Crie mais links

Parece uma saída óbvia demais, mas um dos principais motivos para uma alta taxa de rejeição em sites é a falta de ligações claras entre as páginas. O seu usuário precisa ser conduzido pelo conteúdo, já que dificilmente terá paciência para procurá-lo sem ajuda.

A solução muda conforme o seu tipo de site, mas pode variar desde a inclusão de páginas relacionadas, menus acessíveis e links no corpo do texto até links personalizados para cada persona – especialmente para quem utiliza ferramentas de automação de marketing que oferecem essa opção nativa.

Melhore a taxa de rejeição ajustando expectativas

Apesar de podermos considerar certas porcentagens como guias, não existe um número considerado ideal de taxa de rejeição em sites. Isso porque tudo depende dos seus objetivos e do seu tipo de conteúdo. Sites institucionais e blogs, por exemplo, exigem comportamentos diferentes de seus visitantes, o que acaba resultando em números distintos. Ao analisar seus indicadores, leve em conta o que é comum no seu caso.

Toda empresa precisa ter o hábito de olhar para as suas próprias métricas periodicamente para tomar decisões de negócios mais inteligentes. Observe a sua taxa de rejeição e trace um plano para melhorá-la usando as dicas acima, mas lembre-se de que esse esforço deve ser estendido a outros indicadores também.

Além da taxa de rejeição, qual outra métrica costuma ser um sinal de alerta nas suas análises? Compartilhe a sua visão conosco nos comentários!